Vulcão Villarrica

Villarrica, Chile, 2011

Estou de volta de viagem ao Chile, a qual foi responsável pela pausa nos posts. Por lá, tive a oportunidade de tirar fotos na neve (o que não tinha há muito tempo). Resolvi então escrever este post focando na questão técnica da fotometria em cenas high-key (como as de neve). Sei que muitos leitores deste blog (se não a maioria) se interessam mais por posts que cobrem outros aspectos, então a partir de agora vou categorizar os posts de acordo com o tipo de assunto: no menu à direita é possível visualizar somente os posts de uma dado assunto.

Uma fotografia high-key é uma cujos tons sejam predominantes altos, ou seja, mais claros que o cinza-médio. Isso pode ser devido à uma superexposição intencional de um motivo convencional (como no caso de retratos high-key, com a pele nas altas-luzes e ratio baixo para não haver sombras fortes) ou pelo fato do assunto ter alta reflectância (como no caso da neve).

Em ambos os casos a câmera não terá tendência a gerar uma foto high-key, pois busca um resultado com predominância nos tons médios (o porquê e como esse processo ocorre é explicado em detalhes aqui). O que quer dizer que, em situações como as da foto acima, é preciso forçar a máquina a realizar uma exposição maior do que ela inicialmente faria (o que pode ser feito através de uma compensação EV positiva, do AE lock em algo cinza-médio, ou no modo M da câmera).

No exemplo acima, utilizei compensação EV de +1 stop, o que foi o suficiente para colocar partes da neve perto de tons que chamo de literais (ou seja, que representem a luminosidade dela de maneira condizente com nossa percepção) sem que nenhum branco estourasse. Prefiro chamar de exposição literal o que geralmente se chama de exposição correta, pelo simples fato de que o termo “correto” implica a existência do “incorreto”, o que restringiria as possibilidades de exposições não-literais. Na foto acima, a neve com angulação mais favorável ao sol estaria com tons literais, enquanto todas as outras regiões caem em tons mais baixos a partir dali.

A curva tonal padrão das câmeras busca o contraste nos meios-tons em detrimento das sombras e altas-luzes (a famosa curva em S), o que não é o ideal para cenas high-key. Para chegar ao resultado acima apliquei uma curva tonal customizada, fazendo com que a neve na sombra chegasse aos meios-tons.

Em câmeras compactas (e algumas reflex de entrada), o modo de cena de neve (geralmente com o ícone de boneco de neve) é responsável por avisar a máquina de que o processo acima deve ser feito, e também pode ser utilizado em outras situações high-key.

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